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segunda-feira, 18 de junho de 2012

A vida no Hospital

Bom, já que minha queridíssima amiga Milena ainda não deu o ar da graça, continuo com meu relato...
O dia seguinte (22/05) foi pra me acostumar.
Banho pela manhã, troca de curativos, visita da equipe médica. A minha querida fisioterapeuta (Dra. Andréa), me fazendo exercícios diversos, para evitar trombose e embolia.
Após os exercícios, lá veio a Marci ( nutricionista), me trazendo a dieta daqueles primeiros dias. Somente líquidos (20 ml a cada 10 minutos), variando entre água, chá e água de coco.
Então, meu segundo dia se resumiu a caminhar pelo corredor (de hora em hora), e me empanturrar de líquidos! Nas minhas caminhadas, parava no quarto de Milena para dar um alô.
Na manhã desse dia, conheci Lúcia Helena, de Cabo Frio. Ela iria operar naquela tarde.
Sabe uma pessoa completamente alto-astral? Essa é Lúcia.
Ficamos um tempão de papo, antes da sua entrada no centro cirúrgico. E a pessoa aqui, que deveria ficar sem falar, para não dar gases, desandou a falar o dia inteiro, com todo mundo, porque não sabe ficar parada!
E, por incrível que pareça, até hoje os tais gases não apareceram (risos).
Já na quarta-feira (23/06), minha dieta passou a 30 ml de líquido a cada 15 minutos. Com um adicional: entrou uma sopinha de legumes que, àquela altura, era a melhor das iguarias! Eu levava quase duas horas para consumir toda a sopa que vinha. Mas fiz questão de tomá-la somente na hora do almoço e do jantar. O restante do dia, me contentava com água, chá, suco e água de coco.
Eu fazia piada de tudo: da alimentação, do soro, dos enfermeiros. Quem me via não acreditava que havia passado por uma cirurgia. Mas preferi enfrentar tudo com humor, já que tinha me proposto a isso.
Porque, sem bom humor, não há cristão que aguente!
Beijinhos,
Monique.

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